sexta-feira, 8 de agosto de 2014

aviso à navegação

Foi sem pensar muito ao que ia que, literalmente, embarquei.

Um curso para fazer na Suécia, uns amigos com um veleiro nos Açores que iam para lá voltar, vontade de fazer algo e... pareceu-me uma boa idéia desde o convite, e o apelo romântico da aventura junto com a vontade/oportunidade de fugir do mundo por uns dias ditaram a decisão imediata na minha cabeça. 

Conjugar os detalhes (viagens de volta, passagens, ausências, datas, etc.) para a concretizar seria algo que teria que resolver depois... pormenores. 

Desde há muito que passo muito tempo no mar embarcado, em trabalho e lazer. Em veleiros porém, a minha experiência limitava-se a umas semanas embarcado na Croácia e à volta de São Miguel/Santa Maria. Se na Croácia ainda tive um baptismo de tempestade durante 4 horas de vagas de 5 metros durante uma noite ventosa e escura como breu - e um coraçãozinho apertado como poucas vezes e a promessa de nunca mais me meter noutra - já nos Açores o bom tempo e a boa experiência apagaram da memória quaisquer reservas que pudesse ter antes de decidir (não tinha, claro!).

Mas adiante. Nas semanas anteriores à partida, o estado de espírito foi moldado por umas semanas prazeirentas na companhia de família e amigos, a tocar, na estrada, em viagem

 (não é todos os dias que se assiste ao vivo ao último espectáculo dos Monty Python! e que se vê de perto parte da colecção recolhida por Darwin na sua viagem no Beagle e amostras recolhidas na viagem do Dr. Livingstone! - obrigado Pedro e Andreia






e passando por alguns dos lugares que mais gosto em Portugal... por isso, o tempo para me preparar para a viagem, foi usado em "modo férias". Como habitualmente... logo se vê!

E assim foi, os dias que antecederam a partida, foram uma corrida entre Londres, Lisboa e Ponta Delgada. Correr para deixar tudo preparado para a minha ausência de algumas semanas. Contas, mochila, equipamento, roupa, comida, compras, livros, música, poucas despedidas e uff... finalmente no barco.

A tarde estava solarenga, o vento soprava de feição e a sensação de "era mesmo isto que queria" instalou-se confortávelmente entre as orelhas.






Mal sabia eu o que me esperava...

1 comentário:

  1. mas imaginavas que seria de certeza uma aventura emocionante...

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